Epístola a uma ‘coisa nossa’ | Pedro Pereira Neto

Perdidas dezenas de milhares de votos a cada eleição, sobram as frases-feitas e as excepções para ocultar um padrão de derrota. A avaliação, o sentido auto-crítico, existem apenas nas vozes a que se reage com apupos, graçolas, e a obediência de vociferar a comando, recusando ideias que não são sequer escutadas ou lidas, desmentindo o Pluralismo que o nome afirmava.
Militamos contra a responsabilização de quem não assume culpa ou retira consequência.

O eleitorado foi perdido, em voz passiva, mas em vez de alterar procedimentos ou escrutinar erros de comunicação, selecção e repetição de nomes, apenas tentativas pífias de indignação pré-fabricada. Não há rumo. É cada vez mais provável que desapareçamos eleitoralmente antes de aceitarmos o que já hoje é evidente.